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O namoro online é mais eficaz do que se pensava
17-08-09 15:52
Pesquisa inglesa revela as vantagens do namoro online.
Conhecer pessoas pela Internet - para romances ou amizades - está provando ser uma forma mais bem-sucedida de estabelecer relacionamentos duradouros, para milhares de pessoas entrevistadas em uma nova pesquisa.

Um novo estudo com participantes de sites de namoro online na Inglaterra revelou que, quando casais constróem um relacionamento significativo através de e-mail, chat ou outras ferramentas de comunicação online, antes de se encontrarem fisicamente pela primeira vez, 94 por cento quiseram ver um ao outro novamente.

Talvez surpreendentemente, o estudo, pelo Dr. Jeff Gavin, da Universidade de Bath, também revelou que homens ficam mais dependentes emocionalmente de seus correspondentes virtuais do que as mulheres, e mais comprometidos para o relacionamento.

Aspectos tradicionais do romance, por outro lado, estão longe de terminar: muitos entrevistados revelaram que consideram a troca de lembranças e gentilezas é uma das melhores formas de demonstrar interesse pelo relacionamento.

A pesquisa do Dr. Gavins chega em uma hora em que os números das agências de relacionamento online tem crescido exponencialmente: cerca de 6 milhões de ingleses estão agora cadastrados em sites de relacionamento online.

O Dr. Gavin, com o Dr. Adrian Scott da Universidade de Bath e Dr. Jill Duffield da Universidade do Oeste da Inglaterra, aplicaram um questionário em cerca de 229 pessoas, entre 18 e 65 anos, cadastradas em sites ingleses de relacionamento, perguntando a eles sobre seus relacionamentos online.

A pesquisa revelou que:

94 por cento dos entrevistados viram seus parceiros virtuais novamente, após o primeiro encontro, e os relacionamentos duraram, em média, ao menos sete meses, com 18 por cento deles passando de um ano em média.

Os homens demonstraram mais interesse e comprometimento com os relacionamentos que as mulheres e são mais dependentes emocionalmente de suas parceiras virtuais.

A maioria dos casais que investiram seu tempo em comunicações online por meio de chats ou messengers, ou e-mail antes de encontrar seus parceiros fisicamente, demonstraram mais envolvimento emocional e mais empatia de um para com o outro.

Aqueles que trocaram presentes antes de se encontrarem demonstraram mais comprometimento e estabeleceram relacões mais profundas.

Os casais que falaram mais pelo telefone antes de se encontrarem estabeleceram um relacionamento mais profundo.

Dr. Gavin, do Departamento de Psicologia da Universidade, e seus co-autores, descobriram que as pessoas que acessam a Internet raramente utilizaram webcams, que permitiriam aos usuários de computador a se verem uns aos outros, porque eles preferem um maior anonimato, a liberdade de escrever ou utilizar o telefone, se desejassem.

Este estudo demonstra que relacionamentos virtuais podem funcionar para a maioria das pessoas, levando-as a um primeito encontro bem-sucedido, de acordo com a quase totalidade dos entrevistados, disse Dr. Gavin.

Dado que muitos relacionamentos passaram de sete meses, e vários passaram de um ano, parece que estes relacionamentos tem um nível de sucesso similar àqueles iniciados das formas mais tradicionais.

Segundo Dr. Gavin, homens tendem a ser mais comprometidos do que as mulheres, em relacionamentos virtuais, possivelmente porque o anonimato ao escrever lhes dá a chance de expressar suas emoções de uma forma mais livre do que em uma vida real.

Segundo ele, as pessoas estão evitando, na maioria, contatos por webcams, porque elas sentem que é importante não ver seus parceiros por algum tempo, e estabelecer com eles um diálogo por texto antes de dar um passo seguinte.

Dr. Gavin acredita que a razão para utilizar o telefone e messenger ou chat indicam que para aprofundar o relacionamento é importante estabelecer formas de comunicação simultânea, enquanto que por e-mail a comunicação é mais formal do que por telefone.

Dos relacionamentos, 39 por cento ainda se mantinham na época da pesquisa, e destes 24 por cento já duravam mais de um ano, e 8 por cento por dois anos.
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